O Marketing Pessoal
e a Empregabilidade
O Marketing Pessoal não trata as pessoas como a um objeto.
Antes, valoriza o ser humano em todos os seus atributos, características
e complexa estrutura física, intelectual e até espiritual.
Aplica as descobertas da Administração e das ciências
do comportamento para que as pessoas atinjam mais rapidamente
seus objetivos.
Funciona mais ou menos assim: se você
não plantar nada colherá. Se plantar poderá
obter, ou não, uma boa colheita. Mas todas as pessoas que
venceram na vida optaram pela segunda hipótese: plantaram.
Esforço, energia, tempo e dinheiro são
gastos na formação de profissionais que depois nem
sempre se realizam profissionalmente. Vocações verdadeiras
e capacidade de luta são desperdiçadas pelo desconhecimento
de procedimentos simples para a consecução de seus
posicionamentos de mercado. Isso é um desserviço
à nação.
Paralelamente, em virtude do aumento dos níveis
do desemprego, o interesse pelo tema da empregabilidade cresceu
muito. Ele trata justamente da capacidade de inserção
de profissionais no mercado e da alavancagem de suas profissões
através das possibilidades que o uso do marketing oferece,
em especial o marketing pessoal.
O que é Marketing
Pessoal
É uma nova disciplina que utiliza os conceitos e instrumentos
do marketing em benefício da carreira profissional e da
vida pessoal dos indivíduos, valorizando os seus diferenciais
mercadológicos, suas vantagens competitivas, catalisando
os processos que facilitem o melhor posicionamento de mercado
possível. Parafraseando Philip Kotler, o Marketing Pessoal
é o processo que inclui a concepção, o planejamento
e a execução de ações que viabilizem
a projeção pessoal das pessoas e dos profissionais.
O livro Marketing
Pessoal - O Posicionamento Pessoal Através do Marketing
É
o primeiro livro publicado a tratar exclusivamente desse o tema.
A partir de sua primeira edição em 1992 ele foi
o precursor de uma série de livros correlatos, publicados
principalmente nos Estados Unidos a partir de 1995 e no Brasil
a partir de 1996 com títulos que ou se referem diretamente
a marketing pessoal ou a capital intelectual, posicionamento pessoal,
empregabilidade e marketing interpessoal. Esta 6ª edição
(5.000 exemplares) contém acréscimos que as ciências
econômicas e comerciais desenvolveram nos últimos
anos e mantém a organização original do texto
que auxilia e auxiliou a milhares de leitores e participantes
de cursos e seminários em que foi utilizado por todo o
país.
Desmistificando a
supremacia do produto
Embora pareça estranho para grande número de pessoas,
empresários e fornecedores de produtos e serviços.
Ou para o pai que sacrificou a renda e as economias para permitir
uma educação esmerada a seus filhos. A qualidade
do produto ou da formação do profissional, embora
sejam essenciais, não são o principal diferencial
mercadológico que possibilita seu sucesso no mercado. De
fato não é fácil convencer alguém
que levou dezenas de anos especializando-se para fornecer este
e aquele produto ou serviço, de que na verdade o consumidor
não compra sequer a satisfação de suas necessidades.
Compra a possibilidade de ver atendidas suas expectativas em relação
a estas necessidades.
Não é de admirar-se, portanto,
que produtos e serviços intrinsecamente muito bons e até
adequados ao mercado, falhem em um ou vários dos itens
de que se compõe seu composto de marketing, e deixem de
"vingar", i.e., de estabelecer um bom posicionamento
no mercado.
Com pessoas, trabalhadores e profissionais
liberais também. Um indivíduo pode ter sido o aluno
mais dedicado, conhecer e dominar plena e perfeitamente os aspectos
principais de sua profissão e, mesmo assim, não
saber colocar-se, ou a seus conhecimentos, competência ou
capacidade de trabalho no mercado.
Por isso é tão urgente que utilizemos
as técnicas e processos de marketing para nos posicionarmos
melhor no mercado de trabalho.
Quem utiliza trabalha com uma vantagem competitiva
poderosa e um diferencial mercadológico verdadeiramente
significativo nos dias atuais.
Diferencial Mercadológico
O grande diferencial mercadológico não é
intrínseco ao produto, ou à pessoa, como muitos
ainda crêem, é extrínseco. Depende muito mais
da maneira como é introjetado pelo sujeito da ação:
o consumidor.
Nossos clientes na realidade não compram
produtos ou serviços; ou sequer, como se pensou até
recentemente, compram o que satisfaça suas necessidades.
O que compram é o conceito, a idéia, o valor que
eles próprios agregam a um determinado produto ou serviço.
O consumidor compra aquilo que ele espera que o serviço
ou produto faça por ele: a expectativa de satisfação
de suas necessidades.
Por analogia podemos inferir que o mercado
não absorve profissionais apenas por serem eficientes,
bons trabalhadores, possuírem capital acadêmico ou
experiência prática. Embora, ressalve-se sempre,
isto tudo seja imprescindível para posicionar-se bem no
mercado de trabalho. O mercado abraça os profissionais
que demonstrem ser capazes de satisfazer as expectativas pessoais
que cada cliente consumidor possua a respeito dos serviços
que presta.
E aqui entra o marketing pessoal, demonstrando
essas expectativas, identificando e estimulando-as, explicitando-as
e catalisando todos os processos que facilitem tanto a geração
de expectativas favoráveis como orientando os profissionais
a adquirir os conteúdos, o capital acadêmico e os
instrumentos que estejam mais bem adequados a elas.